IMPACTO DE ESTRATÉGIAS DE CONTROLE GLICÊMICO NO RETARDO DAS COMPLICAÇÕES MICROVASCULARES EM PACIENTES COM DIABETES MELLITUS

  • Autor
  • Julianne Maria Nunes Ávila
  • Co-autores
  • Italo Venetillo dos Reis , Rafaela da Silva Amorim , Juliana Ribeiro Martins
  • Resumo
  • Introdução: O diabetes mellitus (DM) é uma condição crônica associada a complicações microvasculares graves, incluindo retinopatia, nefropatia e neuropatia. O controle glicêmico intensivo tem sido amplamente estudado como estratégia para retardar ou prevenir essas complicações, mas ainda há desafios na implementação de abordagens efetivas e sustentáveis. Objetivo: Avaliar o impacto de diferentes estratégias de controle glicêmico no retardo das complicações microvasculares em pacientes com diabetes mellitus tipo 1 e tipo 2. Métodos: Realizou-se uma revisão integrativa nas bases de dados PubMed, Scopus e Web of Science, abrangendo artigos publicados entre 2013 e 2024. Os descritores utilizados foram "controle glicêmico", "complicações microvasculares" e "diabetes mellitus". Foram selecionados 48 estudos, incluindo ensaios clínicos randomizados, revisões sistemáticas e estudos observacionais. Resultados: Estratégias de controle glicêmico intensivo, com metas de HbA1c abaixo de 7%, mostraram-se eficazes na redução da progressão de complicações microvasculares, especialmente em pacientes com DM tipo 1. No entanto, pacientes com DM tipo 2 e múltiplas comorbidades apresentaram maior risco de eventos adversos relacionados à hipoglicemia. A combinação de abordagens farmacológicas, como o uso de inibidores da SGLT2 e agonistas do GLP-1, com intervenções não farmacológicas, incluindo educação em saúde e monitoramento contínuo da glicose, demonstrou eficácia superior em prevenir desfechos adversos. Embora o controle glicêmico intensivo seja fundamental, ele deve ser individualizado para evitar riscos associados à hipoglicemia em populações vulneráveis. As tecnologias emergentes, como os sistemas de pâncreas artificial e o monitoramento contínuo, têm potencial para melhorar a adesão ao tratamento e otimizar os resultados. Estudos futuros devem focar na avaliação de estratégias multimodais em diferentes subgrupos de pacientes, considerando fatores genéticos e socioeconômicos. Conclusão: O controle glicêmico intensivo é uma ferramenta eficaz para retardar complicações microvasculares em pacientes com DM, mas requer abordagem personalizada e integração de tecnologias para maximizar seus benefícios.

  • Palavras-chave
  • Diabetes Mellitus. Controle Glicêmico. Complicações Microvasculares.
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